terça-feira, janeiro 3

Estação do Porco


VALE TUDO - Festa provoca motim em vestiários de academia

Os sócios da Estação do Corpo tiveram uma surpresa desagradável nesta segunda-feira.

Um homem empreendedor, corajoso e capaz decidiu alugar o espaço para uma animada festa de réveillon GLS. Preço: R$ 35 a cabeça.

Quem chegou cedo no dia 2 encontrou um cenário dantesco nas piscinas. Sobre as águas, boiavam seringas, camisinhas e outros dejetos da farra de Iemanjá.

O trabalho de limpeza das águas turvas começou às 6h. Por volta do meio-dia, os funcionários da academia jogaram a toalha.

Até o fechamento desta edição, as piscinas estavam interditadas. O clima era de revolta entre os abonados freqüentadores do lugar.

domingo, dezembro 25

A egotrip do Pimentel


NARCISO - Editor acha feio o que não é espelho

Alô, meus pretos! Que saudade! Desculpem a ausência. Desde que o Bezerra subiu no telhado, está difícil escapar da roda para acompanhar os descaminhos do Centenário aí embaixo.

Ontem estava na fila da feijoada quando a Condessa me puxou pelo braço e determinou a volta imediata aos trabalhos no Avenida.

Perguntei pelo jornal de domingo, mas não tinha. Foi quando me contaram que o Centenário circulou em edição dois-em-um e que a atração natalina foi a retrospectiva 2005 da Domingo.

Aliás, como a revista está fininha!

Nas duas (!) páginas de cultura, perguntaram ao Luís Pimentel, editor desse B pasquinizado, qual o fato mais importante do ano.

Memórias da Danuza? Biografia da Carmen Miranda? Ano do Brasil na França? Retrospectiva do Henry Moore? Unidos da Tijuca? Dois filhos de Francisco? King Kong?

Que nada. Vejam o que o sujeito respondeu:

"O lançamento, em maio, do novo Caderno B, com Ziraldo à frente e cerca de 30 cronistas, colunistas e escritores colaborando dia-a-dia".

É mole?

sábado, dezembro 24

Ontem, só depois de amanhã


AVIADOR-BOMBA - "Atentado? Que atentado?"

O atentado que feriu 16 pessoas em São Paulo foi destaque na capa de todos os jornais neste sábado. Quer dizer, quase todos.

No diário do Aviador, a bomba passou longe da primeira página - e também da segunda, da terceira, da quarta e por aí vai.

Além de circular pelo segundo ano seguido em edição de "24 e 25 de dezembro", o Centenário ignorou a principal notícia do dia 23.

Que ocorreu às quatro da tarde.

quarta-feira, dezembro 21

Amigos do chefe


BAJULAÇÃO - "Belo pouso, comandante"

A Varig, que é um dos nossos símbolos no mundo, está agora em mãos seguras e pronta para voar em Céu de Brigadeiro. O empresário Nélson Tanure, diretor-presidente da Cia. Docas e da Editora JB, realizou o seu sonho: manter a Bandeira do Brasil voando pelo mundo, levada pelos aviões da Varig... Varig... Varig...

(Gilberto Amaral, JB Brasília, 14/12)

**

ASSINE A concorrência e ganhe cinco mil milhas na empresa do Tanure. Varig, Varig, Varig! É brincadeirinha, viu?... Com os parabéns da coluna à notável empresa aérea, que todos amamos, agora sob a gestão de um homem empreendedor, corajoso e capaz...

(Hildegard Angel, JB, 13/12)

domingo, dezembro 18

Samba de Orly


KAMIKAZE - Mantenham seus assentos na posição vertical

O Aviador quer comprar a Varig com cheque pré-datado e rasteira na Justiça. No Centenário, dizem que o próximo corte atingirá, entre os suplementos que restaram, o caderno Viagem.

Vá entender...

terça-feira, dezembro 13

Post sem palavras



>> Arquivo: Almirante quer ser brigadeiro

segunda-feira, dezembro 5

Fora do fuso


JET LAG - Na era do tempo real, ela está dois meses atrasada

A editora chefe do Centenário tem um blog há duas semanas. Recebe cerca de 20 comentários por post. Como os colegas de redação têm dois ou três leitores, deve estar achando um sucesso. O detalhe é que ela - só ela - tem propaganda na capa do JB Online. Será que os responsáveis pelo site se guiaram por critérios jornalísticos?

A julgar pela imagem acima, a editora abriu o blog para publicar análises e notas exclusivas sobre política. Na quinta, noticiou o que ninguém sabia: Miro Teixeira será o candidato do PT fluminense ao Senado em 2006.

Ocorre que o deputado deixou o partido de Lula há mais de dois meses - como noticiou toda a imprensa, Centenário inclusive. Está de volta ao PDT, que faz oposição ao governo no Congresso.
Alguns leitores do blog acusaram o erro. Mas até agora, passados seis dias, a jornalista não admitiu a falha grosseira, que continua no ar.

Segundo o paulista Claudio Abramo, que tem lugar cativo aqui na nuvem dos veteranos, deve ser o fuso da ponte aérea.

PS: Não é a primeira vez que a afobação do jornal atinge Miro. Em setembro do ano passado, o jornal "denunciou" o mensalão com declarações em off do deputado, que desmentiu tudo horas depois. Em vez do Prêmio Esso, o jornal recebeu um processo.

Jornal do Eremildo. Desde 1891



PLEBE - Este leitor pensa que Boechat foi demitido

O Centenário é um jornal engraçado.

Nos últimos dias, a página seis tem trazido o seguinte anúncio: "O Jornal do Brasil encerrou a publicação da coluna Boechat".

Conclusão óbvia: o colunista foi demitido.

Falso.

Boechat pediu demissão do Jornal do Brasil. Como informou este blog, estava cansado de ouvir que o Centenário ia contratar um assistente e recuperar parte da circulação perdida nos últimos anos.

O autor do texto está mal informado ou quer tapear o leitor?

sexta-feira, dezembro 2

Bolsa de apostas


TÔ NEM AÍ - O high já parou de ler as colunistas há tempos

A Dora Kramer passou, o Boechat passou, mas a debandada continua.

Os padres do seminário São José, que agora vigiam as traquinagens do Centenário pela janela, arrumaram nova ocupação para o intervalo entre as missas. Desde que o jornal se instalou na antiga sede da Fundação Roberto Marinho, abandonada por causa da violência do lugar, organizam um bolão para determinar quem será o próximo colunista a subir no telhado.

Depois da saída do carequinha da página seis, as atenções se voltaram para as louras do high.

A banca paga dois por um na Peltier, que subiu o tom das manifestações de ódio (recíproco) contra outra loura, a do Jô. Na recente enxugada do Caderno B, que já detonou o fesetjado projeto de mil colaboradores por dia, a coluna foi amputada pela metade. Chutada após breve passagem pela Bandeirantes, a titular ganhou novo programa na Record e precisa ajudar o marido a tomar conta do lojinha do Pan. A favor da permanência, pesam o lobby poderoso com a família do Almirante e seu "representante" em Brasília.

Correndo por fora, Hildezinha acena para as tribunas especiais e já ameaça surpreender no photochart. Afastada do Rio Comprido por motivos de saúde, a colunista tem dito a quatro ventos que se sente maltratada e pressionada pelo novo fluxo de fechamento - é obrigada a descer a página às 20h. Chora, a cada revés, a saudade de Lily Marinho, madrinha no antigo jornal. No Centenário desde 2003, Hilde não se conforma em ser a segunda na lista do patrão.

Em outros tempos, a ameaça de debandada das colunistas provocaria frisson na pérgula do Copa e greve de fome no restaurante do Country. Hoje, não mobiliza nem as emergentes da Barra.

quinta-feira, dezembro 1

A fila anda


ADEUS - Insatisfeito, Boechat sai sem dar tchau

Mais um Natal sem Papai Noel no Centenário.

Semanas depois do corte que dizimou os suplementos Vida, Casa & Design e Caderno H, o jornal acaba de perder sua principal grife.

Ricardo Boechat assinou ontem a última coluna no JB. Não se despediu dos leitores que restaram. Acha que foi traído pelo jornal, que descumpriu repetidas promessas de contratar um colaborador experiente para ajudá-lo na caça de notas.

De tempos para cá, a coluna, fechada por um assistente, gerava cada vez menos repercussão. Mesmo assim, era um dos últimos espaços em que o JB conseguia dar furos e movimentar a concorrência.

Boechat supervisionava o trabalho por telefone da redação da TV Bandeirantes, onde chefia o departamento carioca de jornalismo. Calcula-se que não aparecia na redação há pelo menos dois anos.

Como em 2004, quando Dora Kramer pediu o boné, o jornal não esboça a menor disposição de buscar substituto no mercado.

terça-feira, novembro 22

Biografia redux


CAPITA - Carlos Alberto não tem nada a ver com isso

Nas últimas semanas, leitores do outro lado da Baía têm entulhado o Avenida Brasil com comentários sobre a situação do JB Niterói, o mais recente lançamento do Centenário. Dizem que o suplemento se transformou num misto de revista da tevê e diário oficial da prefeitura, comandada pelo petista light Godofredo Pinto.

Intolerantes e rabugentos, os leitores reclamam que o blog não quer saber da cidade-irmã, mas ignoram a ausência de conterrâneos no céu para contar as novidades. Ora, todos sabem que o lugar mais distante a que um niteroiense chega é Cabo Frio, com as crianças disputando espaço no Gol 93 com baldes de areia e cadeiras de plástico. Assim fica difícil ter informação quente sobre a terra de Araribóia.

Nesta terça-feira, informa um correspondente no Parque da Colina, o JB Niterói resolveu comemorar o aniversário da cidade com um originalíssimo especial sobre os defuntos que dão nome aos principais logradouros públicos. (Até nisso, o município esconde um complexo de inferioridade. No Rio, a principal avenida chama-se Presidente Vargas. Em Niterói, o homenageado é um marujo que casou com a filha dele.)

Pois bem. Um dos personagens escolhidos pelo Centenário é Alberto Torres, que batiza a orla de Icaraí. O suplemento informa que o sujeito se formou em Direito, lançou livros de doutrina e, como jornalista, criou a inovadora rádio de rock Fluminense FM, conhecida pelos fãs como ''A maldita''.

Se o leitor do JB Niterói fosse marciano, ficaria sem saber que o distinto senhor foi proprietário, desde os anos 50, de um jornal local chamado O Fluminense.

segunda-feira, novembro 21

O mensalão é flicts


SANTO - Dirceu segundo Ziraldo

Ziraldo Alves Pinto é o último nome no abaixo-assinado divulgado semana passada em defesa de José Dirceu.

A lista reúne artistas e intelectuais que resolveram absolver o ex-ministro antes do fim das investigações por caixa dois, compra de deputados e corrupção em estatais.

O nome que encerra o abaixo-assinado é o mesmo a quem se atribui, diariamente, o exótico título de editor-chefe do Caderno B.

Num jornal com mais apreço ao título, Ziraldo seria imediatamente convidado a continuar a militância em outra freguesia.

sábado, novembro 19

Tomando conta do lojinha


DE OLHO NA SENHOR -"Continuaremos a monitorar o JB"

O Centenário foi assunto de circular distribuída esta semana à comunidada judaica do Rio. Os grifos são deste finado colunista. O mau português é dos signatários.

INFORME RELEVANTE

Conforme anunciado em carta resposta de Nelson Tanuri -Pres. do Jornal do Brasil à nossa iniciativa de protesto na semana que passou , foram anunciadas importantes alterações no Caderno B do jornal. A Coluna de Nataniel Jebão , que difamou de forma grosseira a pessoa de Ariel Sharon, deixará de ser publicada.

O colunista diário Fausto Wolff , passará a assinar artigos apenas às terças, quintas e domingos. Continuamos a monitorar o JB , no intuito de constatar as providencias tomadas no sentido de evitar novas injustiças à causa judaica e sionista e dar nosso reconhecimento às medidas adotadas pela presidência.


Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro

Depois dessa, vou cambalear até a nuvem patronal para consultar o Doutor Brito. O velho capenga anda fugindo do Avenida, mas pode conseguir uma cópia da carta-resposta com outro coveiro da imprensa, o Adolpho Bloch.

sábado, novembro 12

Batalha na gráfica


BOMBA-RELÓGIO - Essa foi por pouco

O clima fechou na gráfica que passou a rodar o Centenário esta semana. Faltou pouco para o dono do estabelecimento chegar às vias de fato com uma representante do Acionista.

A confusão começou quando, diante de um atraso, sábios do setor industrial invadiram a gráfica e se puseram a dar ordens aos impressores, provocando a ira do proprietário.

O bate-boca terminou com uma rotativa quebrada, parte da tiragem rodada às pressas no Lance! e o dono da gráfica mandando a tal diretora para local impublicável.

O jornal terá que engolir a seco. Sem dinheiro, teve que trocar o acordo com O Dia por um contrato de risco com a gráfica de Caxias, que já fica com 100% das vendas em banca.

As conseqüências imediatas da mudança: demissões, cortes no volume de páginas e fim dos suplementos Vida, Casa & Design e Caderno H. Além, é claro, do novo horário marcial de fechamento.

No primeiro dia de operação, o atraso do Centenário impediu a rodagem de um velho cliente da casa, o Jornal dos Sports. O cor-de-rosa teve venda zero numa segunda-feira, tradicionalmente o dia de maior procura.

sexta-feira, novembro 11

Ontem, só amanhã


DECEPÇÃO - Não foi isso que a gente combinou...

As trapalhadas do atual comando do Centenário prejudicam até os amigos mais queridos.

Hoje, a notícia mais esperada do ano pelo casal Garotinho foi noticiada com destaque por toda a imprensa do Rio. Quer dizer, quase toda...

Desde o início da semana, quando a direção do JB impôs uma rotina marcial de fechamento, o jornal começa a rodar lá pela hora em que o Bonner balbucia o segundo "boa noite".

O resultado é que a edição desta sexta simplesmente ignorou o julgamento do casal, que acabou à meia-noite e meia (horário mais que razoável para uma segunda edição até na Tribuna da Imprensa, que aliás deu a notícia).

Rosinha e Garotinho foram absolvidos por crimes eleitorais que toda a imprensa (ok, quase toda...) noticiou no ano passado.

Como o julgamento acabou tarde, passou em branco no Centenário.

quarta-feira, outubro 19

"Já ouvi!"

Capa do JB Online na tarde de quarta-feira

Fora do ar


SAUDADE - Fernandinho, quando você aparece?

A rádio corredor do Além informa que O Globo no Ar, blog criado para relatar os descaminhos do jornal azul, morreu em apenas quatro dias.

Até nisso eles deixaram de ser concorrência.

terça-feira, outubro 11

"Sim, eu tenho fé"



CAMPANHA - Correligionários de Garotinho em ação

A página de artigos do Centenário está cada vez melhor.

Ontem foi o Itagiba, com chamada e foto na primeira página para informar o leitor que a polícia apreende armas e combate o tráfico.

Ainda bem, secretário.

Hoje é o Garotinho que brada no título: "Sim, eu tenho fé".

Como cidadãos, eu e a governadora Rosinha Garotinho temos o direito de professar a nossa fé. Na condição de governantes, como não poderia deixar de ser, agimos com imparcialidade, tomando medidas que visam ao atendimento de todos os segmentos religiosos.

Bom saber. Vou ali na sinagoga buscar o meu cheque cidadão.

sexta-feira, outubro 7

Juiz de Fora não é Ubá


DESORIENTAÇÃO - Centenário perde oportunidades de ficar calado

Ao abrir o Jota de domingo 25/9, um ex-colega do tempo do onça estranhou um encarte promocional sobre Juiz de Fora, desses que usam a mesma diagramação do noticiário com uma pequena tarja de "projetos de mercado" para fingir que não tapeou o leitor. Vejam o que ele relatou:

Na capa do tablóide, os leitores se depararam com uma estranha foto panorâmica da cidade, de um ângulo que ninguém conhecia - até que se descobriu que aquilo era Ubá e não Juiz de Fora. Um erro tão grosseiro como o New York Times ilustrar uma reportagem sobre o Rio de Janeiro com uma foto de Cabo Frio.

O Mauro Santayana, colunista que põe o leitor para dormir com seus elogios ao Itamar, devia ter notado.

>> A íntegra aqui.

quinta-feira, outubro 6

Jogo sim, e daí?


TERCEIRA IDADE - Senhoras gostam de gritar "Bingo!"

Programa do Jô, 5/10. A historiadora Maria Aparecida de Aquino dizia o óbvio sobre jogos de azar, "a banca sempre ganha", quando foi interrompida por uma voz estridente:

- Ahhhhhh, mas como é que você sabe, se nunca jogou?

O tema era o esquema Waldomiro, que recolhia propina dos famigerados "empresários de jogos". O gordo, que conhece seu eleitorado, protestou:

- Aí não vale, Ana! Você gosta de bingo.

Mas a loura esclareceu:

- Eu gosto é de jogar em cassino! Todos os carteados. Eu A-DO-RO!